Trânsito caótico, um corre danado, encontros de amigos, chuva e vendaval. Aquela deprezinha comum e aquela sensação de tanto a fazer ainda — e o tempo escorrendo: sim, é quase Natal. Gosto demais dessa época do ano por causa do frisson, da adrenalina. Gosto do frio na barriga. Misturo a isso uma certa tristeza, que não sei da onde vem, mas que tem a ver com os menos favorecidos e os que não podem, por um motivo ou outro, aproveitar esses momentos festivos. E, junto a isso, a alegria de ver um amigo que está criando um fundo só para ajudar jovens carentes de Paraisópolis, enquanto outra amiga acrescentou uma funcionária do espectro autista em seu time. Quanto orgulho, que especial isso. Estamos quase terminando o ano e posso garantir que esses dois momentos são o maior motivo de minha alegria e esperança neste final de ano. Saúdo o Natal, saúdo Hannukah, a festa das luzes judaica, assim como saúdo todas as religiões, credos, crenças. Estamos juntos para o que der e vier.
Ilustração: Maria Eugenia
MÃO DUPLA
Sabe aquele momento em que você sai da loja com o peito estufado, na certeza de que acabou de comprar o presente certo, e aí, na hora da entrega, a reação do outro parece um “ah… que legal”? Pois é, nenhuma experiência é individual e por isso a ciência do comportamento resolveu bisbilhotar esse drama universal e descobriu que existe um desalinhamento bem clássico entre o que a gente acredita ser um acerto e o que, do lado de lá, realmente faz sentido. De acordo com o The Washington Post, não é uma questão pequena: perto de 20% das compras de fim de ano acabam voltando para a loja, como se o Natal tivesse uma política de trocas emocional. A parte curiosa é que quem dá presente costuma estar encenando mentalmente o “grande momento” da entrega. Só que quem recebe está jogando outro jogo: o do depois. O “vou usar?”, o “funciona bem?”, o “isso cabe na minha vida?”. Uma cafeteira que vira rotina ganha da máquina de fondue que vira item decorativo com culpa embutida. E aí vem a facada delicada no nosso ego criativo: aquela vontade de ignorar a lista de desejos para fazer uma surpresa genial pode ser mais para alimentar a nossa narrativa do que para agradar o outro. As pesquisas sugerem que as pessoas ficam mais gratas quando ganham exatamente o que pediram. O presente “certo” é menos emocionante para quem dá, mas costuma ser mais feliz para quem recebe. Isso conversa com outra ilusão: a de que preço é sinônimo de carinho. Muita gente acha que um presente caro “prova” consideração, só que o que pesa mesmo é qualidade e significado. E significado, convenhamos, é um bicho que não anda sempre com etiqueta. Muitas vezes, ir pelo simples pode ser um acerto: dar algo que você usa e ama. Ou apostar no sentimental — aquele tipo de presente que dá um calorzinho meio ridículo e irresistível ao mesmo tempo — tipo um álbum de fotos. Ou ainda oferecer experiências, porque um show, uma aula, um passeio… viram história contada depois — e, convenhamos, história contada é uma espécie de presente que não ocupa espaço na estante. E se você quiser mesmo surpreender, aqui vai uma ideia quase indecente de tão simples: mexa no momento. Um agrado pequeno, entregue numa terça-feira aleatória, pode render a mesma felicidade que um presente muito mais caro colocado no piloto automático do aniversário. O inesperado tem uma força que o calendário não consegue copiar. E não, não adianta tentar compensar a insegurança com embalagem: exagerar no embrulho pode dar o efeito contrário, como se a fita fosse uma maquiagem nervosa. O presente perfeito é menos um objeto e mais uma mensagem. Ele diz: “eu te vejo”, “eu lembro”, “você importa”. Tirar o peso disso é libertador. Porque, na prática, quase sempre dá certo quando a intenção é honesta e o olhar está bem apontado para o outro, não para o aplauso da entrega.
Que birutice é essa? / Fotos: Reprodução Instagram; Istockphoto.com
PERFORMANCE OU QUALIDADE REAL?
Você piscou e, de repente, o corpo humano virou um beta tester. Sim, o corpo — aquele mesmo, de carne, osso e olheira — agora é tratado como se fosse um software que precisa de updates constantes. A obsessão é essa: atualizar o corpo, como se ele fosse o novo iOS. E se o dia começa com o “morning shed” — expressão que vem de “to shed”, “trocar de pele”, e descreve o ritual matinal de “desmontar-se”, tirando as fitas, adesivos e máscaras usadas durante a noite —, a noite termina com uma “beauty sleep routine”, que de sono tem pouco e de performance tem tudo. Gente dormindo com fita na boca, faixa no queixo e máscara labial, tudo para acordar com a pele e o maxilar mais “otimizados”. O autocuidado virou um projeto de engenharia: calibrar, ajustar, alinhar — como se a gente precisasse estar pronto até dormindo. E claro, a febre da quantificação chegou para coroar o espetáculo. Se o Spotify Wrapped já virou um espelho da nossa personalidade, agora o corpo também tem seu próprio relatório anual. Os gadgets prometem decifrar o que antes era invisível: batimentos, sono REM, digestão, emoções. Tem até câmeras instaladas em vasos sanitários (sim, isso é real), tudo agora é dado — e dado é poder. É como se a única forma de existir fosse se medir de todas as maneiras. O curioso é que essa busca por desempenho não tem gênero. O universo masculino mergulhou de cabeça nessa maratona estética, embalado por fóruns que pregam o aperfeiçoamento físico como arma de status e virilidade. Não conseguiu o emprego ou o carro dos sonhos? O corpo vira o troféu possível, o investimento emocional, o novo currículo. A masculinidade se torna uma planilha de resultados. A fronteira entre o bem-estar e a autodestruição nunca foi tão tênue. A gente diz que está se “melhorando”, mas talvez esteja apenas se refazendo, em looping, para caber em um ideal que muda mais rápido que as tendências do feed. É um paradoxo: quanto mais tecnologia temos para entender o corpo, menos conseguimos escutá-lo de verdade. Talvez seja a hora de refletir em relação ao que 2025 fez com o nosso corpo e entrar em 2026 pensando menos sobre “como posso otimizar meu corpo” e mais “o que sobra de mim quando desligo o aplicativo”. Socorro, que tempos absurdos são esses?
Tem dias em que a gente acorda com a sensação de que a felicidade virou um aplicativo: toda semana aparece uma atualização nova, um “método definitivo”, um desafio de 21 dias, um “coach.” Mas, acredite se quiser: talvez um dos manuais mais úteis para viver melhor não esteja numa prateleira de lançamentos, mas no pensamento de um filósofo do século XIII chamado Tomás de Aquino. Sim, um medieval e, sim, atualíssimo.
De acordo com o The Atlantic, Aquino não vendia aquela fantasia de “felicidade plena” como se fosse um destino. Ele era bem pé no chão: a tal felicidade perfeita, completa, ele deixava para o céu. Aqui, na vida real, o nosso negócio seria perseguir a “felicidade imperfeita”. E, honestamente, só essa frase já dá um alívio nos ombros, porque autoriza o humano: dá para ter alegria com boletos, ter paz com caos, ter sentido com ruído.
A proposta dele era simples e genial: usar o intelecto para entender as próprias emoções, cultivar bons hábitos e ter força de vontade para mantê-los, mesmo quando o corpo grita por atalhos. Nenhum moralismo nisso, que fiqe claro: Aquino não era desses que achavam que o prazer era pecado. Ao contrário: ele acreditava que nossos desejos foram criados com propósito, e que a tarefa humana não é sufocá-los, mas administrá-los com sabedoria — governar as paixões, em vez de ser arrastado por elas.
A psicologia contemporânea parece ter assinado embaixo. Pesquisas mostram que nos sentimos genuinamente bem apenas 41% do tempo — o resto é uma montanha-russa de emoções . Saber lidar com isso virou arte e ciência. E o método de Aquino soa quase como um manual moderno de autoconsciência: estudar a si mesmo como quem investiga um personagem interessante; diferenciar impulsos que valem a pena daqueles que só servem para confundir; e exercitar a vontade como quem malha um músculo — cansado no início, mas se fortalecendo com o tempo.
O recado é quase terapêutico: a felicidade por aqui é imperfeita mesmo, e está tudo certo. Ela aparece em pedaços, em porcentagens, em intervalos. A vida inclui tédio, ansiedade, distração, raiva, desejo, cansaço e, ainda assim, dá para construir uma existência boa quando a gente para de esperar a emoção perfeita e começa a praticar o possível. Cabeça guiando coração, coração dando combustível para a cabeça, e a gente no meio, fazendo o que dá, com alguma intenção. Bem medieval, bem 2025.
Sabedoria e faturamento? Temos! / Fotos: Reprodução Instagram
COISAS DO ALÉM
O mercado financeiro já teve sua era de austeridade estética — ternos cinza, gráficos impassíveis e aquela aura de quem só conversa com números. Mas algo vem se transformando no coração de Wall Street: uma nova geração de mulheres está trocando a frieza das planilhas por um pouco de… magia. Sim, magia mesmo. De acordo com a revista Marie Claire, elas são chamadas de “bruxas de Wall Street” — ou, como preferem algumas, as místicas do dinheiro — e estão reinventando a relação entre espiritualidade e finanças, misturando tarô, astrologia e numerologia com consultorias de investimento e planejamento financeiro. Uma ex-analista de hedge funds diz que passou anos dentro da engrenagem de Wall Street até perceber que seu maior ativo não estava nas fórmulas do Excel, e sim na intuição. Cansada do burnout e da rigidez corporativa, ela trocou os relatórios trimestrais por mapas astrais e fundou a Pheydrus, uma consultoria que usa astrologia, feng shui e numerologia para identificar “pontos cegos financeiros” de empreendedores e investidores. Os pacotes custam de algumas centenas de dólares a programas de US$10 mil — e já renderam casos curiosos, como o de fundadores que rejeitaram propostas de US$20 milhões e, depois, fecharam negócios de US$50 milhões. Coincidência ou conjunção planetária favorável, o fato é que o mercado ouviu falar e prestou atenção. Mas o sucesso dessas consultorias esotérico-financeiras também levanta uma questão interessante: por que, justamente agora, tanta gente está buscando orientação cósmica para lidar com dinheiro? Nos Estados Unidos, oito em cada dez jovens da geração Z e dos millennials dizem acreditar em algum tipo de influência espiritual. O dado parece menos estranho quando lembramos que boa parte deles fez tudo “certo” — estudou, trabalhou duro, seguiu o script do sucesso — e ainda assim terminou com insegurança no emprego, dívidas estudantis e uma sensação de que o jogo é viciado. Nesse cenário, buscar respostas nas estrelas pode ser menos sobre misticismo e mais sobre autonomia. É claro que nem tudo pode ser resolvido com cristais e incensos. Especialistas do ramo lembram que um ciclo lunar não substitui um bom orçamento, e que manifestação não paga boletos. O perigo é confundir reflexão com estratégia. Ainda assim, há algo poderoso nessa tentativa de equilibrar magia e planilha. A espiritualidade, nesse contexto, vira uma porta de entrada para lidar com as finanças com menos culpa e mais consciência — um primeiro passo para transformar medo em método. Que fique claro: as bruxas de Wall Street não estão propondo abandonar o sistema, mas sim, ressignificá-lo. Quando apenas seguir as regras não ajuda muito, seria a hora de talvez criar e seguir uma outra mágica. Talvez esse seja o novo investimento com retorno: acreditar na própria alquimia.
O compasso do descompasso / Fotos: Reprodução Instagram; Istockphoto.com
UM OUTRO OLHAR
Tem uma ideia que ronda o imaginário coletivo — quase uma superstição moderna — de que a juventude é o pico da vida. Aquela fase em que deveríamos estar vibrando em alta frequência, vivendo amores intensos, festas intermináveis e fazendo planos mirabolantes. Além de sexo selvagem, é claro …
Mas, segundo a psicóloga Laura Carstensen, de Stanford, isso é uma grande falácia com cara de propaganda. Ela jura que os vinte e poucos são, na verdade, o vale da montanha-russa emocional: é quando mais sentimos ansiedade, solidão e incerteza. E quando ela conta isso aos alunos, dá pra ver o suspiro coletivo de alívio ecoando pela sala — um “ufa” silencioso que valida o caos interno de toda uma geração.
A boa notícia é que o enredo melhora — e muito — com o tempo. O verdadeiro auge emocional, aquele em que a vida começa a fazer sentido de um jeito mais calmo e saboroso, costuma chegar lá pelos 60 ou 70 anos. É quando o cérebro se torna mais seletivo: filtra menos tragédias, guarda mais alegrias e responde menos à raiva ou ao medo. A professora de Stanford explica que o envelhecimento traz um tipo de inteligência emocional que a juventude, com toda a pressa envolvida, simplesmente não consegue enxergar.
É uma dessas ironias poéticas da existência: quando o corpo está no auge, a cabeça é uma bagunça; quando o corpo começa a reclamar, a alma aprende a sussurrar “tá tudo bem”. A consciência de que o tempo é finito nos deixa mais atentos ao presente, mais interessados em vínculos reais, mais gratos pelos momentos especiais. Mas enquanto a vida real vai ficando mais longa, o mundo continua organizado como se tudo de importante tivesse de acontecer até os 30. Carreiras, amores, conquistas — tudo sob o cronômetro da juventude. É um equívoco que nos rouba experiências potentes com quem já viveu mais e tem tanto a ensinar. Afinal, os mais velhos não só não têm medo dos jovens, como os admiram. Eles só estão esperando que alguém puxe conversa. Então, desafiar essa cronologia engessada pode ser uma das nossas metas para 2026: o ano de entender que o auge não é um ponto fixo, mas um movimento contínuo que muda de forma, de ritmo e de cor. Que tal fazer as pazes com o tempo e se abrir para a ideia de que o melhor ainda pode estar a caminho? Gosto muito dessa ideia…
Nesta última semana antes do Natal, eu resolvi sonhar alto com todos aqueles presentes que a gente gostaria de comprar ou ganhar! E foi esse sonho que norteou minhas escolhas nos corredores do Iguatemi. Viva o Natal!
Na montagem acima, imagem de Andy Warhol, Christmas Tree, 1957
2 - Essa bolsa da Rabanne para a NK… Arremata qualquer look para uma entrada triunfal!
3 - Um Rolex desses no pulso transforma qualquer hora em hora certa!
4 - O pingente statement da Prasi veio agora em nova versão, com um novo colorido: Papai Noel, lembra de mim, por favor?
5 - Uma pequena viagem, uma chegada marcante: isso e muito mais com essa maxi bolsa da Bottega Veneta — coisa de jet setter, certo?
Antes de fechar 2024, quis sentar no sofá, dessa vez sozinha, para conversar com vocês sobre o que foi chegar ao YouTube, sobre escuta, tempo, troca e tudo o que esse espaço me ensinou ao longo desses meses.
Foi um ano de encontros lindos, conversas profundas e descobertas inesperadas. E esse vídeo é um agradecimento: à equipe, aos convidados e, principalmente, a você que esteve comigo por aqui.
O vídeo já está no ar no meu canal. nos vemos de novo em janeiro, com mais conversas, mais escuta e menos pressa.
Fernando Droghetti, também conhecido como Jacaré, poderia ser apresentado como alguém que trocou números por paisagens, mas essa seria uma leitura apressada. A sua história não é tanto de ruptura quanto de um deslocamento consciente, feito passo a passo. Depois de 16 anos no mercado financeiro em São Paulo, uma viagem a Trancoso foi o ponto de virada que abriu caminho para outra vocação: a de criar lugares, experiências e encontros. Hoje, ele comanda um pequeno ecossistema de hospitalidade e vive num eterno verão, dividindo o ano entre Trancoso, na Bahia, e a Comporta, em Portugal, onde também é sócio de um restaurante que vive lotado. Seis meses de cada lado do Atlântico, no compasso sazonal de dois destinos que, apesar da distância, compartilham a mesma ideia de tempo: mais lento, mais solar, mais vívido.
1. A sua carreira começou no mercado financeiro em São Paulo, para depois você se transformar em empreendedor no turismo, design e gastronomia. Como isso aconteceu?
Eu trabalhei 16 anos no mercado financeiro, numa corretora de valores. E, em 1996, eu fui passar uma semana de férias em Trancoso e acabei ficando um mês. Nesse período, eu me apaixonei por aquela cidade, por aquele estilo de vida e tudo. E foi uma coisa meio gradual: eu comecei a ir, comprei um terreno e uma casa, virei sócio numa loja do Quadrado, que acabou virando o Jacaré do Brasil. No segundo ano, eu fui convidado para participar de um desenvolvimento imobiliário que estava lá, que hoje em dia é o TerraVista, onde está o resort Clube Med. E eu fui fazendo esses trabalhos em paralelo ao meu. Era uma coisa que não me tomava tanto tempo, ainda no começo. Aos poucos, quando eu percebi, eu tava muito mais envolvido e mais apaixonado pelo que eu estava fazendo em Trancoso do que pela minha vida em São Paulo, no mercado financeiro.
2. Qual foi o momento mais difícil dessa mudança e o que sustentou você nela?
Toda mudança é muito difícil. Quando você muda, ainda mais radicalmente, como eu mudei, é sempre muito difícil. Mas, eu entendi que a coisa mais difícil é tomar uma decisão. A partir do momento em que você toma uma decisão, as coisas ficam mais fáceis. O momento que eu fui para Trancoso e comecei a fazer isso, lá não tinha essa visibilidade que tem hoje, nem essa estrutura. Então, no começo, para sair de uma vida paulistana e mudar para lá, teve um processo de desapego, de olhar com novos olhos para tudo. Você não pode querer mudar para lá com a cabeça e com os hábitos que você tem morando em São Paulo. Isso não dá certo. Eu acho que essa foi a coisa mais difícil: a adaptação. Mas, o mais importante é a tomada de decisão: na hora que você toma a decisão, as portas todas se abrem.
3. Qual foi o maior aprendizado que você teve em todo esse processo? E como foi adentrar no ramo da hospitalidade?
Eu acho que tudo na vida é um aprendizado. Mas, o que eu acho mais importante, é abrir a cabeça para o novo: é muito mais uma questão de se permitir, se jogar num mundo completamente diferente, com outras ideias e outras coisas para poder entender e mergulhar no outro. Não é uma coisa fácil. O meu foi gradual, até porque era uma profissão que eu nem sabia que tinha vocação, fui descobrindo ao longo do tempo. Mas, eu acho que o maior aprendizado foi esse: me permitir ter novos desafios com uma outra cabeça, uma outra mentalidade, com uma outra estrutura e me deixar envolver por isso.
A minha área no mercado financeiro sempre foi a área comercial. Eu sempre trabalhei com atendimento ao cliente, então já tinha alguma coisa a ver com hospitalidade. Eu acho que tudo na vida, você aprende, mas tem a ver com a vocação. Não adianta você querer entender ou estudar, tem que ser uma coisa que está dentro da alma, do coração.
Mesmo ainda com dores, participei do almoço de final de ano do Iguatemi, regiamente organizado por Flavia Kujawski: quanta sofisticação, quantas mulheres elegantes e bem cuidadas — todas de verde ou vermelho, algumas de dourado ou de branco, como Iara Jereissati, mega chique
Comprei várias velas — um aroma melhor que o outro — criadas por Mariangela Bordon para sua marca, EOS Cosméticos, para dar a alguns amigos de Natal
Acompanhei os 90 anos de Adélia Prado, essa gigante — vou garantir seu último livro para minha viagem de final de ano
Fui rapidinho fazer umas compras na loja recém-aberta de bolsas e mochilas da Fjällräven Brasil, do shopping Higienópolis — sou muito fã da marca
Gostei demais do novo corte de cabelo de Hailey Bieber — maravilhosa
Vi que agora há muitos tecidos de chita à venda por metro na loja A Vida Portuguesa, do Chiado, em Lisboa — um dos meus endereços preferidos na cidade
Achei lindas demais as pinturas que Rocco Ritchie expôs em Londres, com seu pai, Guy Ritchie, e sua mãe, Madonna, posando juntos na noite do vernissage
Me emocionei com a campanha da Vivo de fim de ano, que traz um convite, quase um chamado, para “menos envios e mais entregas” — achei o tema mais do que bem-vindo, exatamente o que a gente está precisando. Veja aqui: https://v.vivo/JP
Achei lindo o rótulo criado para o vinho Château Mouton Rothschild, um dos melhores do mundo, criado pela artista plástica Joana Vasconcelos — gosto demais dos trabalhos dela
Amei demais o programa “Avisa lá que eu vou”, com Paulo Vieira mostrando os bastidores e os funcionários que nunca têm visibilidade da TV Globo
Achei engraçado que agora a geração Z é a grande responsável pela subida das vendas das bolsas dobráveis da Longchamp, aquelas bem tradicionais
Acompanhei, pelas fotos, a belíssima festa de aniversário de Jorge Elias: mega sofisticada — ainda estou meio recolhida por causa das pedras nos meus rins...
Também perdi o aniversário de Isabella Prata, pelo mesmo motivo
Recebi, de Paris, uma capa de chuva maravilhosa, uma collab da Soeur com a K-Way: já estreei e ficou maravilha
Participei do aniversário de um ano da Z Deli, da Alameda Lorena, e confesso que há muito tempo não comia sanduíches tão deliciosos como o de quibe cru e outro de frango empanado — desde segunda-feira só penso nisso…
Acendi, na casa do Rabino David Weitman, junto com sua esposa, Sônia, e convidadas, a primeira vela de Hannukah: foi muito emocionante, escutando a prédica e as histórias do Rabino
Para quase terminar o ano, escolhi um dos meus artistas favoritos: Dalto, cantor e compositor, dono de tantos sucessos. Aqui ele apresenta mais um deles, Flashback, num feat com Paulinho Moska.
Ilustração: Maria Eugenia
MAIS UM PARA A COLEÇÃO
A Friboi tem mais um motivo para comemorar: conquistou, pela quinta vez, o Prêmio APAS Acontece, na categoria Açougue — um reconhecimento que vem diretamente dos varejistas paulistas e reforça o peso da marca no setor. O prêmio, concedido pela Associação Paulista de Supermercados (APAS), é resultado de uma pesquisa feita pela Scanntech Brasil com os próprios associados da entidade, ou seja, quem vive o dia a dia das lojas, supermercados e atacarejos.
Mais do que uma vitória pontual, o prêmio reflete uma relação construída com base em confiança e parceria de longo prazo. A Friboi aposta em um modelo de negócio que vai além da simples venda: trabalha junto aos varejistas para garantir abastecimento contínuo, qualidade uniforme e uma experiência de compra marcante para o consumidor.
Entre as iniciativas que fortalecem essa conexão está o Friboi+, programa que busca padronizar a experiência de compra em açougues de supermercados de todo o país — sempre com foco em qualidade, rendimento, serviço e variedade. É esse conjunto de ações, alinhando estratégia e presença, que mantém a Friboi no topo das preferências e, mais uma vez, entre os grandes nomes do varejo brasileiro.
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