A primeira edição deste ano… e eu escrevo este texto de saída do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, para onde vim correndo quinta-feira de manhã, de Salvador, para retirar, na sexta-feira cedo, duas pedras, uma em cada rim. As dores que me acompanhavam desde o ano passado me obrigaram a essa mudança de planos necessária para o meu bem-estar. A vida requer isso da gente: às vezes as mudanças têm que ser feitas de uma hora para outra, outras vezes devem ser bastante planejadas. Tem de tudo e a gente tem que estar pronto para tudo. Tenho certeza que nas próximas semanas minha vibração já será outra com a devida animação, energia e força para começar uma nova fase. Sim, 2026, estou aqui: só me dá um tempinho para me recuperar, que já já a gente segue em frente. E o melhor: sem dor, sem pedras nos rins…
As maravilhas da vida real / Fotos: Reprodução Instagram
HUMANOS, UNIDOS!
Um pouco mais de humanidade é bom e a gente só pode agradecer. Um exemplo? A lista de tendências de viagens da Condé Nast Traveller para este ano: nada de ChatGPT montando roteiro — chic agora é ser humano. Ufa! De acordo com a revista, uma verdadeira bíblia quando se trata de viagens sofisticadas, agora tem até os “AI vegans”, a turma que não quer saber de inteligência artificial montando roteiro igual para todo mundo. O luxo, nesse momento, não é a máquina, mas sim a inteligência humana. O concierge que lembra do seu travesseiro baixo, o agente que conhece a ilha que não está no Instagram: alguém cuidando, alguém olhando, alguém sendo gente. E aí a verdade começa a aparecer nos detalhes: nada de restaurante estrelado todas as noites. Mesmo porque está super em voga o tal “turismo de supermercado”: tem uma poesia nisso de entrar num mercadinho local como quem entra numa biblioteca — prateleira como capítulo, rótulo como dialeto. Comprar um salgadinho esquisito, testar um refrigerante que só existe ali, voltar para o hotel com um saquinho de coisas pequenas e uma sensação enorme de ter entendido um lugar sem precisar de legenda. Tem também o movimento da ancestralidade, que é de uma delicadeza comovente: gente fazendo teste de DNA e indo bater na porta da cidadezinha do bisavô na Itália, na Irlanda, onde for. Não para “consumir” o passado, mas para confirmar com o corpo que uma história existiu. E o mais bonito: os avós entrando na mala. O “grandma getaway”, que troca a selfie pelo tricô e valoriza o silêncio de ouvir quem já atravessou décadas. É uma viagem que parece sussurrar: ainda dá tempo de perguntar, ainda dá tempo de sentar junto. Ainda dá tempo de aprender. Se for para gastar, a lista diz que a nova tentação é nos trilhos: “luxury train hopping”. Já tem uma turma sofisticada emendando uma viagem na outra, por semanas, em vagões que parecem palácios, experiências e paisagens de sonho. Eu sou testemunha disso: fiz uma viagem pelos Bálcãs que ficou carimbada na minha alma. Aliás, eu acho que hoje em dia, o ponto nem é o palácio: é o ritmo. A gente deu a volta inteira na modernidade para descobrir que o luxo mesmo é o “devagar, sempre” elevado à última potência. Na mesma linha, tem também a ressaca cultural do álcool: 77% da geração Z já prefere viajar sem beber (o tal “dry tourism”), e a hotelaria, que não perde tempo, correu para transformar isso em charme: mocktails incríveis para celebração sem anestesia. É quase um manifesto: eu quero lembrar do que eu vivi. Inteiro. Tem outra também: o “astro-cruising”, que é uma dessas ideias que parecem bregas até você pensar direito e sentir vontade — navios mudando rotas para caçar eclipses e aurora boreal. Um camarote VIP para o maior show da natureza. Fugir das luzes da cidade para reencontrar a escuridão como luxo — isso eu vivenciei no Atacama e garanto que foi uma das experiências mais transformadoras da minha vida. Olhar para cima e se lembrar, por alguns minutos, de como a gente é pequeno — e o quanto isso é maravilhoso. Outra quebra de regra antiga (e que me chama também a atenção) é museus “tirando o vidro”: a tal barreira transparente que ao mesmo tempo protege e afasta. Lugares como o Victoria and Albert Museum, em Londres, deixando a gente chegar perto, fotografar e, em alguns casos, até tocar. Acabou um pouco daquele distanciamento frio: a ideia é sentir a história na ponta dos dedos. É ousado, é humano: é quase uma reconciliação com o mundo físico. No fim, tudo parece apontar para a mesma conclusão: a tecnologia prometeu economizar tempo. Mas o que interessa de verdade agora é justamente o tempo: tempo vivido. Tempo devagar. Viajar, de novo, como um exercício de instinto. Se perder um pouco. Precisar do outro. Confiar. E, talvez, voltar para casa com menos arquivos e mais memória. O algoritmo que lute: o que a gente quer é sentir.
Ilustração: Maria Eugenia
ESTRANHOS OUTRA VEZ
Tem uma cena que se repete, quase um looping hipnótico: a gente abre o Instagram. Depois o TikTok. Depois volta para o Instagram como quem abre a geladeira pela terceira vez, esperando que, agora sim, tenha aparecido uma nova guloseima. E lá estão as mesmas coreografias, as mesmas polêmicas com nomes trocados, as mesmas roupas “do momento” que, se a gente olhar com um pouco de honestidade (e um pouco de cansaço), já passaram por nós com outra legenda. A The Atlantic tocou nessa ferida invisível: nunca tivemos tanta coisa para consumir, mas está faltando o novo. Não o “novo lançamento” com press release perfumado: o novo de verdade. Aquele que causa um pequeno estranhamento. Que não encaixa. Que dá trabalho e até um certo desconforto. Porque a sensação é que o mercado ficou muito eficiente em engolir qualquer faísca antes dela virar incêndio. O que nasce torto, estranho, incômodo, vira tendência. A tendência vira produto. O produto vira pacote de branding. E, quando você percebe, já existe um “kit” do movimento. Já tem aula. Já tem collab. Já tem gente ensinando “como ser autêntico” em sete passos, com link na bio, cupom e uma foto com carinha de quem acordou naturalmente inspirada. Lembra quando “se vender” era, no mínimo, um desconforto? Um certo constrangimento? Pois hoje a ambição de muita gente é ser marca pessoal. Virar ativo. As subculturas, que eram aqueles lugares pequenos, meio escondidos, estranhos, cheios de gente meio deslocada e por isso mesmo criativa, hoje mal nascem e já são monetizadas. Antes de amadurecer, já tem tutorial e trend. E não é moralismo, não: trata-se de constatação. O que era laboratório virou vitrine. O que era experiência virou conteúdo. E onde fica a nossa responsabilidade? O que temos premiado com a nossa atenção? Se passamos uma semana inteira consumindo só o que é fácil e, quando tentamos ler um texto mais denso, ver um filme que não explica tudo, ouvir um disco que não tem refrão… dá nervoso. Dá impaciência. Dá vontade de pegar o celular. E isso é um termômetro bem honesto: a dificuldade virou sinal de “não gostei”. Quando, muitas vezes, é só sinal de “ainda não entendi” — e tudo bem não entender de primeira… Talvez o luxo real, hoje, seja exatamente esse: tolerar o não-entendimento. Com certeza a sofisticação está mudando de lugar. Não é mais só sobre ter a bolsa certa, frequentar o restaurante certo, a viagem certa. Isso ficou… previsível. O novo luxo, com certeza, é o tempo interno: o ócio mental. Ter paciência de ficar com uma obra que não se resolve em 15 segundos. Apoiar o estranho, o esquisito, o que pode falhar. E para isso, não precisa nem ser heroico — basta ser “menor”, pequeno. Escolher um livro que não é “fácil”. Ir a uma exposição sem saber nada e deixar a coisa “atravessar”, sem a obrigação de produzir opinião imediata. Seguir um criador que ainda não aprendeu a falar a língua do algoritmo. Ou, melhor ainda, pagar por algo fora do circuito óbvio do “gratuito”, porque, sim, a gente precisa sustentar aquilo que quer ver existindo. Sair do automático, buscar o que tem “textura”. O que tem ruído. O que dá um pouco de trabalho. Porque a perfeição do algoritmo é… chata. Muito chata. E a vida, quando presta, tem sempre um quê de caos. Concorda?
Dinheiro não traz felicidade, é o que dizem. Mas parece que a turma do 0,1% colocou na cabeça que pode comprar uma boa noite de sono — e transformou isso no novo símbolo de status.
Vi na Air Mail, newsletter que leio sempre, feita pelo editor Graydon Carter, que aquela velha história de executivo se gabando de dormir quatro horas por noite já era, ficou cafona. O novo mantra? "A privação de sono é o novo tabagismo". Quem diz isso é Matteo Franceschetti, fundador da Eight Sleep, empresa que vende uma capa de colchão inteligente de 5 mil dólares que esquenta e esfria sozinha. E ele não está sozinho. Arianna Huffington — que já foi musa da internet lá atrás, autora do livro The Sleep Revolution e fundadora da Thrive Global, uma empresa focada justamente no bem-estar e que virou uma espécie de pregadora do descanso, já avisou: aparecer para trabalhar sem dormir é o mesmo que chegar bêbado ou virado.
A coisa virou um frenesi: tem gente em Nova York pagando 1.700 dólares por noite num "Laboratório do Sono" no hotel da Equinox, famosa rede de academias. Tem pulseira que vibra para acalmar o sistema nervoso — porque aparentemente a gente agora precisa ser ninado por um acessório de 448 dólares. E tem até bilionário usando smartwatch para tentar se livrar do hábito da melatonina — que gastura...
Mas o que chama a atenção mesmo é o paradoxo disso tudo: essa turma vive em jatinhos, cruzando fusos horários, bagunçando a biologia... e aí gasta fortunas para tentar consertar o estrago feito a 40 mil pés. A empresa de aviação VistaJet até contratou um especialista em longevidade para criar um "programa de sono" a bordo dos jatos privados: a iluminação do avião muda para reduzir a melatonina e enganar o corpo.
A sensação que fica é que tudo virou performance. Porque não basta dormir: é preciso provar, medir, comparar, otimizar. A gente está vivendo uma época em que tudo vira planilha, até o que deveria ser instinto. Até o que deveria ser só… fechar os olhos. Dormir tem uma coisa de ócio que não aceita coerção, não gosta de metas nem de cobranças. O sono requer entrega do corpo desistindo de mandar em si mesmo, da cabeça largando o controle. Claro que tem gente que sofre de insônia e aí é assunto sério. Nós estamos falando de outra coisa, da turma que transformou o sono em símbolo de classe e para eles, parece existir um novo tipo de ansiedade: a de dormir bem.
O luxo mais moderno, mais uma vez, talvez seja o mais antigo: deitar e apagar. Sem gadget, sem app. Só aquele desaparecimento que o corpo pede. E que, quando vem, é uma delícia.
Ilustração: Maria Eugenia
O PAR PERFEITO
Sabe aquela busca incansável pela "alma gêmea", aquela coisa bem romântica? Já falamos muito por aqui que esse roteiro parece ter mudado. A revista SELF mostrou que o status de relacionamento mais desejado do momento é a lealdade. Como se fosse uma espécie de era dos "Parceiros de Vida Platônicos". Que curioso isso…
Mais uma vez, a sugestão é que esqueça o namoro tradicional — que, aliás, a Vogue dos Estados Unidos já havia decretado, ano passado, como uma coisa meio "constrangedora". Acredite. Agora é a amizade o que mais conta, elevada ao patamar de compromisso sério — gosto disso e sempre acreditei que faz todo sentido.
Não estou falando só de viajar junto: tem amigos comprando casa, abrindo conta conjunta e até fazendo grandes projetos juntos — sem beijo na boca, mas com uma entrega que muito casal por aí não tem.
Claro que existe o lado prático: com a vida cada vez mais cara, dividir o teto e os boletos virou questão de sobrevivência e inteligência financeira. Mas o buraco é mais embaixo: uma economista, que estuda questões de gênero e é professora na Universidade da Pensilvânia, Corinne Low, toca num ponto nevrálgico: muitas mulheres perceberam que o casamento tradicional parou de entregar a tal "reciprocidade". Enquanto na relação amorosa muitas vezes sobra o trabalho emocional e doméstico para um lado só, na amizade a troca costuma ser mais justa. Talvez um equilíbrio mais real, sem a bagagem histórica do patriarcado.
A cultura pop, que não dorme no ponto, já captou o sinal: basta acompanhar a sintonia entre Ariana Grande e Cynthia Erivo na turnê de “Wicked”, ou as séries que tratam o amor de amigos com a dignidade que ele merece, como Fátima e Sueli, em “Entre Tapas e Beijos”, ou mesmo “Grace and Frankie”, clássico da amizade feminina. A reflexão que fica é que a amizade talvez tenha sempre sido o verdadeiro rascunho de uma parceria saudável. É aquela pessoa que atende o telefone de madrugada, não porque assinou um papel ou porque espera algo em troca, mas simplesmente porque escolheu estar lá. E tem coisa melhor do que isso?
Se é papo-cabeça, estou dentro! / Fotos: Reprodução Instagram
FILOSOFIA DE BAR
Balada barulhenta ou o networking forçado? Por favor, não: a nova mania da Geração Z de Nova York é... pensar. E sabe qual é um dos hypes das noites de quarta-feira no Lower East Side? O "Philosophy Club".
A cena é curiosa: centenas de jovens lotam bares e bibliotecas, mas com uma regra: nada de celular. A pessoa chega, recebe um crachá só com o primeiro nome — ninguém liga para sobrenome ou cargo — e ganha um roteiro de perguntas. Em vez de falar sobre o tempo, grupos de estranhos mergulham direto no profundo: "Você acredita na verdade objetiva?” Ou "O que é o sofrimento?" Ou ainda "Existe propósito?"
O nível da conversa surpreende. E a coisa pega fogo: tem gente que entra numa discussão às 9h00 da noite e fica debatendo Kant e Rousseau até as 6 da manhã.
Mas a motivação por trás disso tudo?
Os frequentadores querem ser vistos e ouvidos de verdade. Querem amizades onde não precisem falar sobre o clima, mas sobre a morte e o amor. Querem receber a atenção plena de alguém disposto a ouvir suas dúvidas existenciais. Querem trocar. Sim, ainda existe isso. Ainda bem.
Calor nas alturas neste verão brasileiro, praias lotadas, sol e mar. Mas tem quem prefira um friozinho, neve e um bom chocolate quente… Neste ano, parece que o friozinho virou um frio de verdade e, se você quiser ir para Europa, prepare-se. Minhas escolhas da semana no Iguatemi vão ajudar!
1 - Para aquecer até esquimó, esse casaco, mais que elegante, da Moncler garante o chic necessário para o dia a dia
2 - No que dizer dessa bolsa Saint Laurent? Que inverno elegante não merece esse toque de irreverência? Amei!
3 - Esse cachecol, uma espécie de echarpe, da Valentino, transforma qualquer chegada em uma entrada triunfal
4 - E no final do dia, um banho quente de carona nos aromas exóticos de mirra e Tonka da Jo Malone: delícia!
5 - Com esse mocassim de camurça clássico da Hermès, os rapazes garantem o equilíbrio no chão escorregadio e ainda fazem bonito!
Foto: Nando Chagas / Divulgação
3 perguntas para
Poeta, psicóloga e doutora em Filosofia, Viviane Mosé construiu uma trajetória rara: a de fazer o pensamento encostar na vida, sem perder a intensidade. Ela ficou conhecida por transformar ideias em linguagem de gente no quadro “Ser ou Não Ser”, do Fantástico (2005–2006), levando conceitos filosóficos para o cotidiano. Aqui, ela fala dessa travessia, abrindo espaço para as perguntas difíceis respirarem e, ainda assim, insistindo num gesto luminoso: dizer “sim” com lucidez e alegria. Para começar o ano com um pouco de filosofia, neste domingo, 11, Viviane leva esse encontro de arte e pensamento ao palco do BTG Pactual Hall, em São Paulo, com “Um Sim à Vida, do Homo Sapiens à Inteligência Artificial”.
1. Em que momento você achou quea psicologia se conectava com o teatro?
Faço teatro desde criança. Cresci tendo um tablado no quintal da casa. Depois, continuei na dança e nos palcos falando os meus poemas em eventos. Passei a vida nos palcos, o que com certeza ajudou muito em minha atuação contemporânea, onde levo filosofia para o grande público. Agora, nesse espetáculo estou juntando tudo isso, a pensadora, a psicanalista e a artista.
2. De onde veio a necessidade de “traduzir” a filosofia? E por que você escolheu Nietzsche para trazer tudo isso para os dias de hoje?
Fui convidada, em 2005, pelo Fantástico, da TV Globo, para um quadro que tinha como função trazer a filosofia para o dia a dia das pessoas. Aceitei e deu muito certo. Especialmente porque desenvolvi essa capacidade de comunicar, o que foi essencial nesse trabalho. Quanto a Nietzsche, estudo academicamente suas obras desde a década de 80, o que resultou no livro “Nietzsche e a grande política da linguagem”, que se tornou referência nas universidades, em cursos de mestrado e doutorado. O que levo para o palco é o pensamento que desenvolvi a partir desses estudos.
3. Seu espetáculo conecta a história da vida na Terra com a vida de uma pessoa comum. Como lidar com essa ponte entre a escala do cosmos com a escala íntima do cotidiano?
No espetáculo, relaciono dois dos meus livros “A espécie que sabe - do homo sapiens à crise da razão” e “Meu braço esquerdo - Um dia à vida”. O primeiro, traça alguns pontos dessa difícil e bela história da espécie humana, o segundo, traz as dores de minha própria história, como dores de uma pessoa comum. Quais são as perguntas que precisamos nos fazer é a grande questão. Uma coisa é a vida, outra a civilização. As duas perspectivas são difíceis e estão intimamente relacionadas. O espetáculo é um sim à vida porque nos fornece ferramentas conceituais para lidarmos com essas questões de modo grandioso, honroso e alegre.
Iniciei o ano cheia de ideias e de projetos, com vontade de organizar melhor o meu tempo, além de uma dor bem chata ainda causada por meus cálculos nos rins: sim, eles continuavam por aqui
Me dividi entre dias em Salvador e fins de semana na Praia de Busca Vida, em Camaçari
Tentei participar de vários shows neste verão baiano: já fui no de Ricardo Chaves e no de Roberto Carlos. Ainda vou num próximo de Carlinhos Brown e estou me organizando para um show de música brega: enfim, minha alma canta em Salvador
Fiquei pesquisando os lançamentos pelo mundo da moda e estou cada vez mais encantada com a performance de Jonathan Anderson na Dior e com os acessórios da Wales Bonner
Comecei a preparar minha agenda cultural por aqui: Vik Muniz e Zéh Palito no MAC, Alberto Pitta no MAM
Fiz um passeio de barco delicioso pela Bahia de Todos os Santos, com Amélia e Vera Cortez e David Bastos, amigos queridos — com direito a muito sol, mar, risadas e almoço no restaurante da Preta
Terminei meu segundo livro da temporada: comecei com “Suíte Tóquio”, de Giovana Madalosso, depois “O Polonês” de J.M. Coetzee, intercalados com poemas de Adélia Prado: o mundo encantado da literatura!
Vivi dias de celebridade no Yacht Clube da Bahia: cada vez que eu entrava ou saía do mar, alguém vinha falar comigo por causa do meu canal no YouTube e das entrevistas que tenho feito — como isso me deixa feliz e orgulhosa!
Fiquei pensando nos meus cachorrinhos que ficaram em São Paulo, muito bem cuidados e tratados: quem tem saudades mesmo sou eu; eles estão muito bem, obrigada
Comecei a pesquisar sobre o novo Museu do Recôncavo, que eu quero visitar assim que possível tenho uma atração especial por esse trecho da Bahia
Ganhei um maiô marinho, maravilhoso, de Amalia Spinardi, da última coleção da Jo de Mer — estou louca pra estrear
Passei mais um final de tarde maravilhoso no Yacht Clube da Bahia: com direito a mais um pôr do sol inesquecível
Descobri que o lugar onde muita gente tá indo em busca de uma vida mais lenta, mais bonita, uma coisa “de filme” atende pelo nome de Cotswolds: Ellen DeGeneres se mudou para lá e Timothée Chalamet confessou que assiste a walking tours da região para dormir — já está na minha lista de desejos para este ano
Já coloquei três canções na minha playlist tradicional que faço todos os verões: como já tenho várias, o trabalho se torna cada vez mais criterioso 😉
Dediquei um bom tempo nos meus dias a conversas com parceiros, novos e antigos: o ano já começou e eu tenho muitos projetos interessantes pela frente!
Fiquei me segurando para não terminar todos os episódios dessa última temporada de “Emily in Paris”: seus dias em Roma me deixaram ainda mais encantada — faz bem pra alma esse tipo de história leve e sofisticada, com um figurino dos sonhos e ótimos atores
Estou me preparando para receber amigos queridos nas próximas semanas desta temporada baiana: como é bom poder compartilhar bons momentos — e, além da tradicional missa de terça-feira, na igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, com certeza vou incluir na lista de passeios a minha nova descoberta: o Largo Dois de Julho, cheio de barracas de frutas, botecos e peixarias — um verdadeiro suco de Salvador
Soube que Francesco Rossi, que era responsável pelo estilo da Marni, uma de minhas marcas de roupas favoritas, foi contratado pelo grupo Uniqlo — com certeza vem coisa boa por aí
Comecei a organizar o meu roteiro de viagens para este ano: tem Bienal de Veneza em maio e tem Byung-Chul Han num evento de literatura no Porto, no final de junho!
Li que tem um restaurante turco bombando em Londres, o Yeni, no Soho: já está na lista.
Tive que interromper de repente minha temporada em Salvador para desembarcar, às pressas, em São Paulo e vir direto tirar duas pedras, uma em cada rim: mais uma vez, o professor Miguel Srougi me salvou — já estou me recuperando e a parte boa disso tudo foi que eu pude matar um pouco da saudades de Teco, Clarinha e Brigitte, meus três peludos
A alma fica até mais leve neste início de ano com esse feat: Stevie Wonder, meu favorito de todos os tempos, e Sting, o mais cool. Isso aconteceu em 2011, no Beacon Theatre, em Nova York. Sofisticado até não poder mais…
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